Em um edifício histórico no bairro de Alfama, um coletivo de ceramistas transformou um antigo armazém em um espaço de criação. A escolha do Chukum não foi acidental, eles buscavam um material que dialogasse com a argila que moldam diariamente.
O Chukum, com suas raízes na civilização maia, traz consigo séculos de sabedoria sobre como construir com a terra. Sua textura terrosa e tonalidades que variam do ocre ao terracota criam o cenário perfeito para o trabalho com cerâmica.
uma parede viva
"Queríamos que as paredes parecessem feitas de argila", explica uma das fundadoras do atelier. "Quando descobrimos o Chukum, soubemos imediatamente que era o material certo. Ele tem a mesma honestidade da cerâmica."
A aplicação foi feita em camadas, deixando visíveis as variações naturais de cor que surgem do processo artesanal. Algumas áreas são mais escuras, outras mais claras, exatamente como as peças de cerâmica que saem do forno.
luz e textura
A luz de Lisboa, famosa por sua qualidade única, transforma o Chukum ao longo do dia. Pela manhã, as paredes parecem aquecidas pelo sol do mediterrâneo; à tarde, ganham sombras profundas que revelam a textura do material.
"O Chukum envelhece conosco. Cada marca, cada pequena imperfeição que surge com o uso faz parte da história deste espaço. É exatamente o que queríamos." — Coletivo Atelier Argila
O piso em cimento queimado complementa as paredes em Chukum, criando uma base neutra que permite que a cerâmica, razão de existir do espaço, seja a verdadeira protagonista.
ficha técnica
lisboa, portugal
120 m²
chukum terracota
2024